Professor cria compostagem para pequenos espaços

Compostagem é uma maneira inteligente de descartar resíduo orgânico

O Brasil gera 79 milhões de toneladas de resíduos todos os anos, segundo a Associação de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Quase metade trata-se de lixo orgânico, que é formado basicamente por restos de alimentos. Há várias formas de reaproveitar esse tipo de detrito e a mais comum é a compostagem, cujo processo dá origem a adubo natural para hortas e jardins.

A compostagem é uma maneira inteligente de descartar o resíduo orgânico de todos os dias e reduzir o impacto ambiental. Mas normalmente o procedimento é difícil de ser realizado nos centros urbanos e mais ainda em espaços pequenos, como apartamentos.  

Na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), porém, fazer compostagem tornou-se uma tarefa extremamente fácil e prática, com o Método Lages de Compostagem (MLC) – Lages é cidade da instituição.

O sistema, criado pelo Professor e pesquisador Germano Glüttler, do Departamento de Agronomia do Centro de Ciências Agroveterinárias da UDESC, reduz o tempo de produção do composto, exige pouquíssima manutenção e otimiza a instalação de hortas, já que facilita o plantio (hortaliças, temperos, chás, flores e plantas medicinais) e dispensa irrigação frequente.

Seja um balde, uma jardineira, uma caixa, um garrafão de água ou um canteiro, o método catarinense utiliza apenas resíduos orgânicos e o chamado material orgânico de difícil decomposição (MODD), que nada mais é do que gramas e folhas secas, serragem, cascas de árvores, etc.

Portanto, no recipiente escolhido, basta colocar camadas de MODD e resíduos orgânicos, alternadamente, e misturar bem.  O ideal é começar aos poucos. Não é recomendável encher o recipiente de uma única vez.

A etapa final da preparação é feita com uma boa camada de MODD, cujo papel é fundamental à transformação dos detritos orgânicos em adubo. Ele tem como função absorver os líquidos da decomposição (chorume), evitar a formação de mau cheiro e a presença de insetos, além de esconder os resíduos.

Plantio

 “O recipiente não pode ter aparência de lixo, cheiro de lixo nem insetos. Se um desses problemas ocorrer, a recomendação é parar de depositar resíduo orgânico, colocar mais MODD e misturar tudo com mais eficiência”, orienta o Professor Germano. Segundo ele, no período de aproximadamente 20 dias o composto estará pronto – nos demais sistemas a produção costuma levar meses.

É importante, periodicamente, abrir espaços na compostagem para oxigenação do material, frisa o pesquisar. “Isso pode ser feito até com um cabo de vassoura. Quanto maior a quantidade de oxigênio, mais rapidamente o adubo estará pronto”, explica.

No MLC, o plantio também é simples, uma vez que é feito diretamente no composto. A rega segue a mesma praticidade. Como o material retém o chorume, a necessidade de irrigação é reduzida em 80%, garante o professor. 

Outra vantagem do método é que ele permite reaproveitar todo tipo de alimento, ao contrário do sistema de minhocário. “Podem ser destinadas inclusive comidas temperadas com sal e vinagre; carne; osso; gordura, papel toalha, guardanapo, saco de papel e embalagem de papelão contaminados com gordura”, afirma o professor.

Canteiro

No caso de compostagem em canteiros, a técnica não difere, mas há um detalhe: não se deve mexer na terra, sob o risco de comprometer o processo. O resíduo orgânico e o MODD são colocados sobre a área definida, em camadas, numa altura total entre 15 e 20 centímetros. Em um metro quadrado, é possível compostar cerca de 100 quilos de restos de alimentos.  

O Método Lages de Compostagem vem ganhando o país, principalmente com a pandemia. Desde o surgimento do coronavírus, que impôs o isolamento social, o brasileiro viu crescer o volume de lixo orgânico e reciclável em casa.

 “A não separação das sobras orgânicas na origem (cozinha) do restante dos resíduos é a principal causa da baixa reciclagem no nosso país”, afirma o professor Germano, um dos participantes das lives da Tecmach, pelo Projeto Terra Tecmach. O método também possibilita transformar em adubo os dejetos de animais pets, seguindo o mesmo sistema de camadas com o MODD. 

O Brasil é um dos principais geradores de lixo do planeta, sendo o quarto no mundo e campeão na América Latina. O nível de reciclagem, por sua vez, caminha na contramão.

O nível de reaproveitamento de resíduos gira em torno de 3%, de acordo com estudos da Abrelpe. O descarte incorreto piora a situações dos aterros sanitários e lixões, agravando ainda mais o meio ambiente. Daí a importância de cada um dar a sua contribuição. Que tal começar a compostar? Para conhecer mais o trabalho do professor Germano acesse. https://www.udesc.br/sustentavel/residuos/compostagem.

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