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Gestão do Conhecimento em TI

Gestão do Conhecimento em TI

Produtividade e aprendizado são dois fatores que devem caminhar juntos dentro de qualquer empresa, assim como o conhecimento é a chave mestra de um negócio de sucesso. Por isso, a Gestão do Conhecimento é um quesito tão importante nas organizações e, nesse contexto, a tecnologia da informação e da comunicação têm um papel fundamental no seu suporte.

Luiz Algarra, designer de fluxo de conversação e membro da Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento (SBGC), ressalta que cada vez mais as áreas de TI estão percebendo que o foco deve ser o usuário. "O valor da informação é dado pela necessidade do usuário e isso significa que os sistemas dentro das organizações devem cada vez mais serem desenvolvidos e personalizados de acordo com as demandas dos usuários”.

De acordo com o especialista, o pensamento de que usuários devem se encaixar ao sistema é ultrapassado. "Cada perfil de usuário armazena e compartilha informação de uma maneira diferente. Se você tentar homogeinizar um padrão de captura e armazenamento, você vai deixar de fora uma enorme parcela de usuários e, consequentemente, de conhecimento”, destaca Algarra.

Esse comportamento gere lacunas de conhecimento que são críticas para o sucesso de qualquer negócio. O ativo mais valioso que uma área de TI tem hoje é o feedback constante da base de usuários. Para se adequar e se atualizar é necessário projetar sistemas mais versáteis.

O grande desafio de TI é criar sistemas que removam os limites e construam um ambiente agregador e amplo para o fluxo das informações. Para isso  é preciso identificar, encontrar e/ou desenvolver e ainda implementar tecnologias e sistemas de informação que apoiem a comunicação empresarial e a troca de ideias e experiências.
O objetivo é facilitar e incentivar pessoas a se unirem, a participarem, a tomar parte em grupos e a se renovarem em redes informais. A área TI precisa dar meios para que se formem comunidades de trabalho e não apenas para que as pessoas se comuniquem burocraticamente.

Entre as tecnologias úteis para o suporte à Gestão do Conhecimento, Algarra destaca as de nuvem (cloud computing). "As tecnologias proprietárias têm um ciclo de amadurecimento incompatível com os dias de hoje. Já a nuvem é mais dinâmica e vive um momento de grande reinvenção, onde cada vez mais são feitos investimentos em novas tecnologias, linguagens e estruturas de hospedagens”, afirma.

Um fator importante e que está gerando uma demanda de conhecimento nas empresas é uma questão também externa. Os clientes exigem recursos de interação e personalização com os profissionais, principalmente nas áreas de produtos ou serviços, e essa exigência está trazendo uma sobrecarga para os sistemas. Além de ser importante que cada recurso esteja disponível para atender o cliente, isso está transformando o perfil dos funcionários em multifuncionais.

Para que esses recursos se tornem assim é preciso criar uma estrutura compartilhada que amplie conhecimento. Desta forma, cada um vai saber um pouco do conhecimento do outro.

Algarra acrescenta ainda que é preciso ficar claro que a Gestão do Conhecimento é uma dinâmica não centralizada, onde todos compartilham com todos. "A maioria das áreas de TI, até pouco tempo, adotava um modelo centralizado. Essa demanda de descentralizar começou a vir das áreas e RH, comunicação, marketing e atendimento a cliente e foi necessário desenhar sistemas com foco na distribuição da informação. A área de TI precisou mudar sua visão e abrir a interlocução com todas as outras áreas para atender essa demanda. O caminho agora é aperfeiçoar esse processo”, conclui.

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